Por:
Cristina Severgnini | Jornalista MTb/RS nº 9.231
A fome bate. E também bate aquela preguiça de preparar uma refeição completa e equilibrada, ainda mais se você mora sozinho e pensa duas vezes antes de abrir embalagens de alimentos cujas sobras podem estragar.
Morar sozinho e comer quantidades de alimentos de todos os grupos diariamente – carboidratos, proteínas, fibras, verduras, legumes, frutas – em quantidades moderadas e de forma variada, é um grande desafio.
Porém, é possível organizar as compras, o cardápio e o preparo “só para um” de um jeito a ter o mínimo de desperdício, sem detonar a dieta e gastando pouco.
Para isso, preparamos um pequeno guia com sugestões práticas do que fazer para ter uma alimentação adequada do ponto de vista nutricional, mesmo na sua confortável vida solo. Vem conosco!
Tenha planejamento e disciplina
Monte um cardápio semanal ou quinzenal programando o que irá comer em cada refeição. Assim, dá tempo de ver as receitas que serão preparadas e organizar a compra dos ingredientes necessários. Mantenha o cardápio em um local visível e siga o estabelecido.
No supermercado, procure embalagens com porções pequenas
O mercado single é crescente e já é possível encontrar embalagens com porções menores, o que ajuda a evitar o desperdício e é ideal para aqueles que moram sozinhos.
Ao morar sozinho, o risco de parte dos alimentos ir parar no lixo é grande. Levando quantidades pequenas, esse risco se torna menor.
Mix de legumes e verduras picados e embalados
Uma boa pedida para quem mora sozinho são as saladas prontas vendidas em saquinhos que, além de saudáveis, são acessíveis e garantem a presença das verduras no seu prato.
Há também os legumes picados e embalados, super práticos. Apenas verifique se foram embalados recentemente, de preferência no mesmo dia.
Lembre-se das frutas da estação
As frutas da estação são sempre mais em conta, além de serem mais saborosas e frescas.
Como soluções para aqueles dias em que as frutas em casa acabaram, há as polpas congeladas, que são encontradas em saquinhos individuais de fácil preparação e mantêm grande parte dos nutrientes das frutas naturais.
Fique longe das bolachas recheadas e salgadinhos
Se você tiver salgadinhos, refrigerante e bolachas recheadas em casa, a tentação será muito grande. Então afaste de você essa sedução.
Limite-se a comprar só o que é necessário, pois na hora da fome, se você não tiver guloseimas à disposição, não irá consumi-las.
Não esqueça das fibras
Ao elaborar seu cardápio, pense em opções práticas como cereais, farelos integrais, amendoins e nozes, que são ricos em fibras, nutrientes aliados da saciedade.
Aliás, amêndoas, castanhas, nozes e amendoins podem ser lanches bem nutritivos e são fáceis de levar para qualquer lugar.
Se fizer a mais, congele
Quando sobra algo preparado, coloque em potinhos bem fechados e congele.
Além disso, dá para aproveitar os momentos de inspiração para cozinhar e preparar alimentos como feijão, sopas e até legumes cozidos e congelar em pequenas porções.
Com parte da refeição pré-pronta, é mais fácil fazer um complemento e garantir a nutrição necessária.
Sanduíche no jantar, pode sim!
O sanduíche pode ser uma refeição bem saborosa, desde que você escolha bons ingredientes. Acrescente sempre verduras e legumes, escolha fontes de proteína (presunto, fiambre, mortadela, queijo) e varie no tipo de pão (integral, sírio, francês, ciabata).
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Turma daqueles que vivem sozinhos só aumenta e a grande parte se diz feliz com a opção.
Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 10 anos (de 2005 a 2015), o número de pessoas que vivem sozinhas no Brasil saltou de 10,4% para 14,6% da população.
Esse recorte também mostrou que 48% decidiu morar sozinho por vontade própria e 25% disse que se sentem mais independentes e 50%, que tem maior privacidade. Apenas 1% declarou se sentir abandonado e 3%, triste.
E esses índices já vinham aumentando a cada apresentação das estatísticas brasileiras dos últimos tempos, indicando que viver solo é uma tendência do século XXI.